Prometi que falaria sobre João, tentar vencer essa barreira de não querer expô-lo ou protegê-lo de comentários estupidos, mas é preciso, morro de vontade de falar sobre ele, quem é afinal o meu João, meu companheiro leal já há alguns meses.
João é meu filho e é extranho como essa palavra é forte quando você pode dizer que tem um, que uma pessoa é sua filha. Bom, João ainda nem nasceu, mas já iniciamos uma convivência muito forte e intensa, nunca experimentei amar tanto alguém que, por sinal, ainda nem vi. Não há como evitar milhões de expectativas, medos e uma coragem nova para enfrentar qualquer coisa por ele.
Não sei bem porque escolhi João, não foi pelo significado, mas pelo som, acredito, acho o som bonito que carrega um bom equilibrio entre severidade e ternura. Me imagino dizendo "João" em diversas situações, todas as variações de voz necessárias às tantas palavra e conselhos que se dedicam a um filho. Também procurei saber do significado, não lembro agora, mas sei que gostei.
São cinco horas da manhã e umas das coisas que João me traz com grande frequência é sono e, embora tenha acordado de repente com tanta vontade de falar nele, ele é muito contundente quando me pede para dormir, então...
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