Quando enfim penso que estou melhor, penso na dor que desatina e a porcaria do rádio não ajuda. Eu sei que não é possível simplesmente esquecer, eu acredito em Borges e que só Alzheimer pode contradizê-lo, mas queria deixar de me importar, de me preocupar, queria que virasse lembrança do passado, já que, mesmo que no fundo eu também queira, o futuro já não nos reserva nada senão o que nos obriga a pessoa que temos em comum.
E os dias não são tão curtos, demoram, me torturam... E eu me sinto um nada, como mais um caso qualquer que acabou sem grandes motivos, simplesmente por que uma hora deixou de ser interessantes. E quem se importa com quem se importa? Ele foi em busca dos sonhos, de paz, da carreira, de poder sair com amigos, de poder viajar mais, ter tempo pra malhar... Quanto ele pensa que eu valho pra querer se justificar com isso, quanto ele acha que o filho dele vale? E ainda diz que ele que não foi valorizado... Bom, querida, talvez não valha a pena mesmo se importar
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