quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Novo

Sobre minha caixa. Escolhi pela calma de deixar o tempo maturar a revolução que já trago dentro de mim. Revolução que quero ver nascer com força, que quero ver mudar toda minha vida. Decidi libertar-me dos medos, arriscar, tentar, que é melhor assim que sufocar o que de melhor pode ter acontecido em minha vida. Meu mundo se transforma a cada instante que sinto qualquer pequeno sinal teu e não imaginas quão feliz eu fico com a perspectiva de ter ver forte e pulsante, de ver o brilho que trarão teus olhos à vida que tem agora novo significado...

domingo, 19 de setembro de 2010

Como acaba o amor

O amor acaba quando já não é conveniente. Acaba com os problemas que surgem por conta dele mesmo. O amor acaba com o egoísmo. Ou talvez não acabe, talvez apenas não tenha existido

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Qualquer um consegue viver um instante da vida
Mas só os românticos viveriam num instante
uma vida inteira"

não sei de quem é

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu tenho uma caixa que eu não sei se quero abrir
A caixa guarda uma revolução que vai me tirar do rumo que segui até aqui. Posso seguir meu rumo, pisar na caixa, molhar a caixa, rasgar a caixa e deixar a revolução sair forçada, sem forças para mudar nada. Posso deixar lá, a caixa quieta, até que estoure a revolução, trazendo o novo. O problema são os destroços da explosão, que podem atingir tudo aquilo que prezo. Revolução de mim contra eu ou o contrário, não sei. Riscos desmedidos seja lá o que eu faça com a minha caixa de pandora. Alguém me diga o que fazer.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ai, eu não sei mais escrever. E então, como por pra fora as agonias de agora? Sei lá.

sábado, 15 de maio de 2010

Tão ruim é quando para quem se ofereceu carona o destino chega primeiro. A pessoa olha para você, agradece, mas precisa ir. E a viagem solitária recomeça cheia das lembranças que as novas paisagens trazem das passadas.

O que eu quero?

Um escrito sobre a frustração

Quero escrever. As vontades mais antigas permanecem fortes, ainda que minha covardia diga "Sobreviva!" sabendo que o prefixo não adiciona nada ao tal viver, estranhamente subtrai, compacta e reserva sonhos para depois, porque a prata garante mais comida que as sementes, mais leituras que a biblioteca pública, mais roupas que saber costurar e dizem até que mais educação que os pais podem dar. Discordo, mas com a voz abafada por tantos outros que concordam não grito, como marionete vou incoerente fazendo o que é devido.

20 anos. 1,71m. 58kg. Jovem, magra, que se saiba, saudável. Tolerável. Estudante de uma boa universidade. Quem a sustente. Mas a impressão de que sua sobrevivência segue só um modelo, um roteirinho bobo, como as cláusulas obrigatórias, básicas, de um contrato, um modelo que em nada se parece com as aventuras que ouvia lidas por vozes queridas... Ah, isso a desespera. Um desespero inerte, como um preso gradeado, algemado por algemas inventadas por um destino que adotou sem pensar. Uma escolha claramente sensata, madura, mas sufocante.

Sufoco ela sentia sempre que estava prestes a desmaiar em meio a uma multidão. Aproveitava os últimos sopros para andar até um banco, escolher alguém que lhe parecesse confiável para pedir ajuda. Porque ela sabia que, se não o fizesse, ia cair e, quem sabe, ser pisoteada até morrer. Quando está agora o momento que não chega em que precise juntar os sopros e fazer o que não pensava, o que relutava? Quando estava o evento de ruptura da Hannah Arendt em sua vida? Era saudável, mas tinha pressão baixa. Estava bem, mas tinha inquietações altas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Para o que não é eterno a lembrança depois do fim